Alto Verão - Móveis Coloniais de Acaju

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por Jessica Grant | 25/01/2010
Alto Verão - Móveis Coloniais de Acaju Imagem: Jessica Grant

Auditório Ibirapuera

São Paulo - SP
22 de janeiro
 
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Na terceira atração do festival Alto Verão no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, a banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju apresentou uma mistura de seus dois álbuns, Idem e C_mpl_te. Mesmo antes de a banda aparecer, os fãs já se levantaram das cadeiras e formaram uma plateia em pé frente ao palco do teatro. Primeiro do ano para o grupo, o show mostrou uma mistura equilibrada do repertório novo e antigo da banda.
 
A apresentação foi gravada e pela primeira vez a banda filmou o público. Juntando as apresentações de sexta e sábado – que somente adicionou “Adeus” ao repertório –, as gravações farão parte do programa Faixa Musical, do Canal Brasil, e devem resultar em Blu-ray, além de CD e DVD em parceria com a gravadora Trama, conforme informou o produtor Fabrício Ofuji à Billboard.br. O lançamento está previsto para entre os meses de abril e maio.
 
Empolgados, os fãs cantaram desde a primeira música, “Seria o Rolex?”, mas o vocalista André Gonzáles teve de insistir para que fizessem uma “onda”. A plateia acompanhou “Descomplica”, “Swing Hum E Meio” e “Cão Guia” com o corpo e no gogó. A banda também apresentou “Mergula E Voa”, canção feita em homenagem aos 30 anos do projeto de preservação das tartarugas marinhas, o TAMAR. Com tantos solos dos instrumentos de sopro, o guitarrista BC ganhou destaque ao tocar sozinho em “Menina Moça”, além da ótima entrada ao lado do baixista Fabio Pedrosa para “Aluga-se-vende”.
 
As brincadeiras que os músicos – nove no total – costumam encenar no palco também se repetiram, principalmente as danças do trombonista Xande Bursztyn. O vocalista Gonzáles também dançou e em alguns momentos imitou uma serpente enfeitiçada. A performance já tradicional para os fãs na canção “Copacabana” foi feita depois de uma longa tentativa. Os músicos conseguiram, com a exceção de alguns poucos espectadores que ficaram sentados, fazer o público formar uma “quase roda” ao redor das cadeiras do auditório para que a banda tocasse no centro e depois chamasse a plateia para, correndo e dançando, se misturar ao grupo. Apesar de complicado e demorado, o momento foi um dos mais divertidos da noite.
 

No bis, o Móveis Coloniais de Acaju ainda tocou “Sem Palavras” e uma versão divertida da canção popular “Se Essa Rua Fosse Minha”, na qual demonstrou de uma vez por todas qual é seu ponto forte: levantar a plateia, seja lá qual for a música.

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